O conceito de empreender dentro da empresa esbarra na cultura corporativa. Quem consegue derrubar este muro, cria um novo modelo de negócios e uma empresa ágil
O momento que as grandes empresas estão vivendo não é fácil. Há uma necessidade crescente de promover uma cultura interna de inovação como fonte de competitividade, evidenciando que as cabeças pensantes dos departamentos de P&D (Pesquisa e Desenvolvimento) não estão dando conta da demanda por novidades e melhorias nos produtos e serviços oferecidos ao mercado.
Em compensação, este movimento está provocando o nascimento de um novo modelo de organização, a organização empreendedora, que promove o empreendedorismo corporativo ou o intrapreneurship, termo cunhado pelo consultor americano Gifford Pinchot em 1978 para caracterizar empresas que estimulam e incentivam as iniciativas empreendedoras de seus funcionário. Marcos Hashimoto
Este é o empreendedor corporativo, indivíduo inovador e diferenciado, que atua na renovação da empresa em seu mercado, em seu posicionamento e em sua competitividade.
As empresas não mais buscam pessoas que cumprem o que delas se espera, mas sim pessoas que saibam entender as tendências do mercado, os anseios do cliente, as expectativas dos acionistas, as particularidades da equipe à qual pertence; que saiba articular entre estes grupos, que saiba criar valor, trazer recursos e se colocar competitivamente na ação global.
Todos estes são valores próprios da capacidade empreendedora.